TINHA PAVOR DA MATEMÁTICA

14/03/2026 18:24

 

Na época que estudava, na escola realmente a matemática era um horror. Aos 7 anos entrei começava nos bancos escolares, no primeiro ano, (naquele tempo era assim, parece que não tinha o pré-primário, ou só para os que  mais condições ) a primeira professora, ah! a bondosa, carinhosa, Dona Maria do Carmo, fazia com que tudo fosse bem fácil, aí eram só um 10, pra cá outro dez pra lá e sempre parabenizando:-- muito bem, muito bem.

8 anos! Já era no segundo ano, eu espantei, já não era Dona Maria do Carmo, outra professora, com aspecto diferente, bem direta, escrevia no quadro negro, começava a transformação, principalmente a matemática (ou era a aritmética?)  nossa! mas que amolação!!!...

No terceiro ano, (tô com vergonha de dizer que repeti o segundo) outra professora, essa tinha o ar de quem sabia de tudo, mas na hora da matemática, eu como um autômato nada copiava, principalmente os problemas, com suas soluções, raciocínio, as lógicas, a professora nem desconfiava do menino, José Lourenço, se atrapalhava, se tivesse uma ou um pedagogo experiente ali concluía que o desinteresse pelos estudos tinha uma causa. Mas creio que estou  raciocinando demais, porque naqueles tempos eram exatamente assim, até na modernidade de hoje as dificuldades são latentes, principalmente no meio escolar.

Até que mal chegava na adolescência, eu resoluto afirmei pra minha mãe:

--- mãe, eu não vou estudar mais!!! Esqueci de dizer pra vocês ou apenas a você que está me lendo, nesse período todo eu já tinha lido muitos gibis, outras revistas, algumas outras leituras, isso mesmo, quer dizer que a matéria de português até que gostava. Naquela época não existia o tal do celular...

Minha mãe, aquela catequista autêntica, carismática, mas em compensação, muito brava, já lecionava as aulas de catecismo pra muitos e muitos alunos, me diz:

--- ah! é né, engraçadinho, por mim você estudava sim, mas se não quer então vai ter que trabalhar.

Aceitei a parada, entrei numa gráfica pra trabalhar, gráfica dos padres, rodava o jornal da cidade, meu patrão não era padre, um irmão leigo, mas andava sempre de batina, era como se fosse um padre mesmo, de nacionalidade alemã, enérgico pra caramba, mas nunca me sacrificou.

Pra mim não alongar muito a minha história, porque eu já publiquei em alguns de meus textos. Os anos passaram depressa, eu quando me dei por si, já estava com meus vinte e poucos anos, exclamei:

--- nossa! porque eu não continuei a estudar?!...

Por um passe de mágica, surgiu os cursos  e continuei, o primeiro ginasial, segundo ginasial e terceiro ginasial (também naquele tempo era assim) foi tranquilo aquela vontade me matava. Depois continuei pra formar o segundo grau que seria a contabilidade, seria mais três anos. Num desses anos, um tal professor de matemática, desses durão mesmo, ia passando a matéria de matemática no quadro negro e explicando como se fosse na velocidade da luz, dizia todo pomposo que adorava dar zero para os alunos e nós a maioria éramos adultos. Aconteceu o imprevisto para o professor, num dia quando  entrou em seu carro pra ir embora, um barulho ensurdecedor, várias latas foram amarradas no seu carro e as vaias foram gerais, quase o ginásio inteiro o infernizou. Nunca mais tomamos conhecimento do tal professor  de matemática.

Hoje em dia com os meus anos mais avançados aprendi a amar a matemática, não sabendo satisfatoriamente, mas admiro aqueles que resolvem equações complicadíssimas. Sabendo também que a matemática possui o infinito. Coisas incríveis até mesmo sobrenaturais. Eu gosto demais do SUDOKU, um jogo que utiliza a matemática, no raciocínio  e na lógica. Uma maneira de usar e aprender a matemática.

E UMA MENSAGEM  AOS  ESTUDANTES  DE AGORA: SE POSSÍVEL, NÃO DESPREZAR  A  MATEMÁTICA.  UMA  DAS  MARAVILHAS  QUE  O  CRIADOR  DEIXOU   À  NOSSA  DISPOSIÇÃO!...